quarta-feira, 18 de junho de 2008

UNDERSTREAM

Não é de hoje que sabemos que a cena underground está engatinhando no Brasil. Mas o que talvez muitas pessoas não saibam é que além de mal organizada a cena é extremamente manipulada e uma cópia barata do tão execrado "maistream".
Falam tanto em independência, porque ter uma banda no meio independente é ser livre! Será?
As grandes bandas pagam jabá pra tocar no rádio para milhões de pessoas e as bandas independentes "abrem as pernas" em três categorias onde as bandas só se ajudam entre suas "categorias", pra tocar em lugares caindo aos pedaços.

A primeira categoria é das bandas "pequenas". Bandas que querem tocar a qualquer custo e a qualquer modo, é prato cheio pra organizadores picaretas, que em troca de uma vaga ridícula ao meio dia em algum festival HC, são obrigados a vender uma cota absurda de ingressos, muitas vezes pagando do bolso pra tocar.
Muitas dessas bandas, não todas, também são desprovidas de profissionalismo. Ficou muito fácil ter uma banda, gravar um cd, ter um estilo e sobre tudo se submeter a tais condições.
Por culpa própria, são estagnadas e com isso estagnando bandas que tem competência para galgar um tão almejado lugar ao sol, ou seria a um Pró HC?

A segunda categoria por sua vez, não consegue manter-se sozinha, precisa sempre de uma ajuda das bandas "maiores" para um bom show, não vendem ingresso e quando tocam sozinhas dependem da primeira categoria vender dezenas de ingressos para que ela possa receber o seu cachê. Diga-se de passagem, que nesses shows são necessárias muitas vezes quase uma dúzia de bandas para que a principal consiga seu troco.
Normalmente essa categoria, venera as bandas "grandes" e despreza as bandas que vendem dezenas de ingressos para promoverem seus shows.

Por sua vez a terceira categoria de bandas "grandes", tocam em grandes festivais, mas também enfrentam o mesmo problema com más condições, organizadores picaretas, mas com uma diferença, como tem algum nome, tem mais facilidade de valerem seus direitos.
São também as bandas que chegam ao local do show, fazem seu "trabalho" e vão embora com seu cachê.

Por trás de tudo isso, tem uma máfia, de organizadores, mídia especializada, músicos-empresários, que fazem com que a cena esteja nessa estagnação.
Culpa só deles?
Claro que não! Das bandas, por se deixar dividir em categorias, do público por aceitar tal atitude, e claro de pessoas completamente amadoras que lucram enquanto milhares de jovens sonhadores, só queriam uma oportunidade de fazer seu som.

Temos muito que aprender com o Maistream, pelo menos no que se diz respeito à safadeza.
Porque lá pelo menos a coisa funciona!

terça-feira, 10 de junho de 2008

COMODISMO, PIPOCA E FOFOCA

A história de Brasília fica pra trás, já é passado, pouco tempo sem escrever aqui, já faz com que o que era interessante ontem hoje seja apenas passado desinteressante.

Mas qual o assunto de hoje? Sempre o assunto de hoje é a vida alheia.
O sensacionalismo é algo que ha tempos alimenta o mercado noticioso com suas histórias muitas vezes distorcidas e que nos remetem a era medieval.

Mas o porquê de tudo isso? Quando tivemos a autorização e o direito de julgar o pai que joga a filha da janela, transformando isso em uma produção digna de Hollywood.
Se até mesmo a justiça é despreparada e sem condições de absolver ou condenar, quem somos nós, que no dia a dia olhamos o do nosso lado antes de cuidar do nosso?

A vida cada vez mais é transformada em tele novela barata, feita pra ser consumida na hora da janta. Nossos atos são constantemente julgados por pessoas que correm contra o tempo, deixando muitas vezes suas vidas de lado, para acompanhar a apresentadora burra explorando o escândalo do sargento gay.

Não precisamos ir muito longe não, hoje mesmo é certo que alguém já falou algo sobre você, condenando atitudes, especulando sobre algo que não diz respeito a ninguém.
O tempo passa, algumas pessoas evoluem, outras são obrigadas a evoluir, e uma grande maioria, fica presa as mesquinharias da vida.

" A vida é uma só não temos tempo a perder!" Cada vez que canto isso, canto de olhos fechados acreditando que se uma, apenas uma pessoa me entender, já terá valido a pena.
Viver é um exercício diário, não buscar a felicidade é burrice, buscá-la a qualquer custo é falta de respeito. Pois no final das contas não vivemos sós, e nem sempre se preocupar com o próximo é necessariamente ser um expectador de sua vida!